Receber um diagnóstico de câncer requer esforços de enfrentamento da situação. E cada pessoa encara esse difícil momento da vida de uma forma diferente.

Dia 4 de agosto é o Dia da Campanha Educativa de Enfrentamento do Câncer.

No vídeo Vida Pulsante, que teve a direção científica da Dra. Fernanda Proa, Oncologista do Grupo SOnHe, conhecemos histórias de desafios, confrontos e coragem.

Vida Pulsante

Um vento passou e bateu a janela.
O som da trinca, do grito.
O vidro estilhaçado no chão.
Quis catar os cacos.
E o sangue brotou da pele rota.
Como um anúncio do fugaz.
Escorrendo por entre os dedos.
Dando a medida do tempo.

Lembrei daquele balanço que me fazia encostar as mãos no céu.
Do vento que percorria meus cabelos.
Meus domingos cheiravam a calda de açúcar.
E eu ficava na ponta dos pés para alcançar o doce que ainda esfriava em cima da mesa.
O tempo não tinha medida.
E eu fingia que era gente grande.
Queria ver quem chegava primeiro e salvava o mundo.

Depois vivi a intensidade da vida despretensiosa.
Da vida que se preenchia de conversas fiadas sobre interesses breves
Da vida que se bastava das trocas instantâneas e tudo do pouco que elas poderiam dar.
Eu queria tudo, no imediatismo insano como aquele contido nos segundos que separam duas bocas de um beijo.
Me entreguei a momentos, às vontades.
Me acolhi tantas vezes no abraço do mar.
Na imensidão que compartilhávamos.
Me apaixonei pela linha tênue que me separava da menina que ainda buscava por estrelas cadentes no céu.

Tropecei em outro amor.
Me peguei em devaneios de felicidade eterna.
Lembrei-me das mãos que percorriam meus cabelos e depois desciam ao meu rosto.
Fechava os olhos para que durasse mais.
E o tempo se expandiu no entrelace dos nossos dedos e das nossas vidas.
E eu quis gerar mais vida.
Que transbordou por todos os cantos da nossa casa.
Nos brinquedos espalhados pelo chão.
Nas noites mal-dormidas.
No assistir ao amanhecer contendo nos meus braços o que de mim permaneceria e seguiria.

O vidro quebrado no chão espelhava a luz da janela
Debruçando-me, recebi em meu rosto o calor dos raios de vida pulsante
Em meu peito aqueceu minh’alma
Fechei os olhos e escutei a música que resgata o que fui, sou
Na toada dos meus encontros e desencontros
E com melodia que continua a encantar meus ouvidos
Para além das notas no papel, permaneço.
Para além dos cacos, permaneço.

SOBRE O GRUPO SONHE:

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